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quinta-feira, 7 de abril de 2011

a escalada das exigências (II)




Como vos contei ontem, decidi fazer um pequeno inquérito e perguntar às minhas amigas e amigos quais as suas exigências mais estranhas em relação ao sexo oposto...Volto a referir que apenas escolhi as mais originais porque o "giro", "boazona", "simpático" e "madura" são mais do mesmo. Acrescento, também, as justificações dadas pelos mesmos para estas curiosas escolhas. Preparados?


Elas exigem:

- barba rija - "homem sem pêlo na cara e de pele lisinha não presta na cama!"

- tem de ficar bem de fato e usar bons sapatos - "para me acompanhar a cerimónias e para o caso de nos casarmos"

- tem de saber instalar coisas eléctricas e um pouco de carpintaria e afins - "para que é que serve um homem em casa se não sabe mudar lâmpadas, arranjar coisas e, muito importante, matar bichos?!"

- não à monocelha - "são duas, sim?"

que use boxers de tecido aos quadrados - "daddy style"

- inteligência moderada - "os melhores amantes são os homens rudes do campo!"

- que fume cachimbo - "é tão charmoso!"

- tem de saber cozinhar bifes - "homem que é homem adora grelhar carne!"


Eles exigem:

- não aos ténis - "mulher minha anda sempre de saltos!"

- unhas reais - "não quero cá porcelanas,gel e respectivas decorações"

- falta de cultura futebolística - "é muito feio ver uma mulher a falar de futebol"

- ausência das marcas das alças do bikini - "ela que use um cai-cai!"

- que não conte anedotas - "demoram sempre imenso tempo a contar e perde a piada!"

- que não use a expressão "ratola" - "......."

- que saiba comprar um bom presunto - "é o presente que me faz mais feliz"



Contem-me, caros seguidores, há por aí mais exigências curiosas?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

a escalada das exigências (I)



Num dia destes revi um episódio da Tyra Banks no qual uma espécie de casamenteira ajudava uma mulher a encontrar um novo amor. A mulher em causa era giríssima, bem sucedida e interessante. O seu problema parecia ser uma lista que guardava sempre consigo e na qual enumerava o que um homem tinha de ter (ou não) para que se apaixonasse por ele.
Digo-vos apenas que da lista constava o tópico “o meu homem não pode beber por palhinha pois é pouco másculo.”


Ri-me com estas exigências todas mas, um momento depois, caí em mim. Não será esta exigência desmedida que leva à ruptura de muitas relações?

Dizem que o Homem pós-moderno é hiper-individualista, mimado e inconsequente, traduzindo, é um estupor. Por vezes tenho de concordar com isto afinal, nós estamos cada vez mais egocêntricos e exigentes.

Queremos um apartamento xpto, um convite para a festa privada, um homem com 1.84 de altura, cabelo semi-loiro, olhos verdes acastanhados, que viva em Lisboa Ocidental e que não seja escorpião.

Onde nos levará esta busca utópica pela perfeição?

Motivada por esta pequena meditação decidi fazer um inquérito aos meus amigos e amigas e perguntar-lhes quais as suas exigências mais curiosas em relação ao sexo oposto! Saibam os resultados no próximo post ;)

terça-feira, 5 de abril de 2011

provavelmente, o melhor engate do mundo

Estava eu e uma amiga numa reputada discoteca da capital, quando duas alminhas vêm ter connosco. Não eram nada atraentes mas como eram simpáticos, mantivemos a conversa por algum tempo.


De repente, um deles põe o seu melhor ar de intelectual e sai-se com esta:


- Li recentemente um artigo que referia que 80% das mulheres se masturbam no banho. As outras 20% cantam…Sabem o que cantam essas 20%? – perguntou ele, insistente.


- Não…- respondemos nós em uníssono.


- Ahah, então é porque fazem parte das 80%!!


Silêncio…e silêncio. O rapaz sorria com aquela cara de “Vá lá digam-me que tenho imensa piada ou então deixem de se fazer de difíceis porque com esta engatei-vos de certeza!”


Caro amigo, como poderei colocar isto…olha, segue as estatísticas femininas e vai tomar um duche, sem cantorias. Pode ser que isso que tens te passe.

quarta-feira, 30 de março de 2011

SEDUÇÃO TUPPERWARE

Estou convencida de que a maior parte de nós acha que os homens são mulheres pois tentamos seduzi-los como se de mulheres se tratassem. Isso é que é falar da nossa querida mãe, dos nossos problemas existenciais, da nova dieta ou até do desgosto amoroso da nossa melhor amiga. Não, eles não querem ouvir falar de qualquer um destes assuntos.

Um dos grandes problemas das mulheres é não saber fechar a matraca. Eu incluo-me neste grupo, claro. Então se tocam num dos nossos assuntos preferidos…a coisa já não tem fim. Isto seria o ideal numa reunião da Tupperware, já para seduzir um homem…tenho dúvidas. Sérias, graves e fundamentadas dúvidas.


Não digo que os homens não nos queiram ouvir. A questão é que se calhar não nos querem ouvir tanto sobre tanta coisa, principalmente quando o tema de conversa não é minimamente interessante. O problema, minhas amigas, é que nós temos sérias dificuldades em parar. Ou ele nos sabe calar ou estamos feitas.

Há poucos homens com o dom ou o defeito, dependendo da perspectiva, de falar eternamente sobre coisa nenhuma. Já nós, mulheres, conseguimos proferir um discurso de duas horas sobre os signos do zodíaco ou, no limite, sobre secadores de cabelo. Não, não somos burras ou ocas. Ponham-nos a falar sobre qualquer assunto da actualidade que nós falamos. O problema é mesmo esse. Falamos muito sobre muita coisa que é como quem diz, sobre tudo.

Ora, no acto da sedução, a conversa é fundamental. Isto na maioria do casos, claro. Também andam por aí uns Srs que só podem mesmo seduzir de boca fechada, senão a coisa fica…densamente vazia. O truque, na minha opinião, está na moderação. Entre a mosca morta que perdeu a língua e a Júlia Pinheiro versão ácidos, acho que se pode encontrar uma quantia ideal de conversa. Onde estará o limite??

Talvez devêssemos acrescentar um cronómetro ao nosso kit encontro. Porque se calhar aquela roupa, aquela maquilhagem e aquele ar não chegam...e o monólogo chega...demasiado!


domingo, 27 de março de 2011

o livro que diz tudo...dizendo nada!



Neste fim-de-semana descobri este livrinho do Dr. Alan Francis.
Como podem verificar a capa anuncia grandes descobrimentos masculinos na área do comportamento feminino. E sabem o que vem lá dentro...?
Nada! Apenas páginas em branco!

Afinal parece que os homens não percebem mesmo as mulheres!

Dei por mim a pensar que conteúdos teria este livro se o seu título fosse Everything women know about men. Bem, acho que teria alguns capítulos escritos mas, com toda a certeza, também existiriam várias páginas em branco.


Digam-me, caros seguidores masculinos, o que escreveriam neste livro em branco?

E vocês meninas, que comportamento masculinos vos levariam a deixar algumas páginas por escrever?

terça-feira, 22 de março de 2011

oh meus queridos menos, sim?



Este post é deveras importante para todos os homens. Por favor, não repitam estas célebres frases:

"...a última mulher com quem estive diz que eu sou a melhor cama que ela já teve!"

(ah sim? curioso teres de contar a toda a gente para o provar...)


"...tens ar de quem gosta de umas palmadinhas!"

(amigo, quem leva a palmadinha, leia-se estaladão na cara, és tu, ok?)


"...está provado científicamente que as mulheres não têm jeito para conduzir..."

(também está provado cientificamente que alguns homens não têm jeito para pensar, é a vida!)


"...Tem calma!/ Não é preciso fazer um drama!"

(meus amores, a pior coisa que podem dizer a uma mulher nervosa é que ela não tem motivos para estar assim...calem-se e limitem-se a ouvir-nos berrar. Acreditem que é a melhor solução!)


Espero que estes conselhos vos sejam úteis!

segunda-feira, 21 de março de 2011

és um salmão?

Um dia destes estava a ler o 60 trends is 60 minutes que se referia ao "salmoning". Ora parece que os salmões vivem em migração circular - nascem e crescem num local, vão procriar a outro mas, no final do grande ciclo da vida, voltam ao lugar onde começaram.

Ora bem, isto fez-me perceber uma coisa...andam por aí muitos salmões, sem barbatanas! Há aquela pessoa especial, maravilhosa e fantástica (de preferência com um 6-pack e dois palmos de cara...e de testa!), a coisa acaba e nascem algumas aventuras pseudo-amorosas com outras pessoas. E por ali se anda às voltas algum tempo...até que se volta à 1ª pessoa.


Agora pergunto-vos caros seguidores, no grande ciclo do amor, vocês são salmões?






nota: visto que este pequeno pensamento está a causar algumas confusões, é importante referir que não falo do 1º amor, falo de um amor, aliás de "O" amor.

terça-feira, 15 de março de 2011

no cabeleireiro...

Ela

"Queria cortar um pouco, cerca de 2 dedos. Escadeie um pouco mas não muito. A franja deve ficar com o comprimento suficiente para que possa atar o cabelo. Quero um corte que seja fácil de pentear em casa e que dê para esticar mas que também fique giro ondulado. Se puder corte com tesoura e não com a navalha e desbaste um bocadinho dos lados mas sem tirar muito volume. Queria um corte assim diferente, entende? Mas não demasiado! Até trouxe umas fotos de revista para se inspirar..."


Ele

"Corte curto."



quarta-feira, 9 de março de 2011

cabras que matam homens com o olhar


Não, não me enganei no título do filme. Este é outro filme e real.

Não gosto de generalizações mas admitamos meninas, nós conseguimos ser muito mazinhas com os homens. Não precisamos de palavras ou explicações, basta um olhar daqueles que nós sabemos.

Situação-tipo: Discoteca

Ele vê-a e fica encantado. Escolhe a posição ideal para proporcionar o contacto visual. Olha timidamente para ela e sorri. Ela limita-se a fazer uma expressão de “You Wish!” e vira-se de costas.

E pronto, ele não tem qualquer hipótese. Ela matou a sedução no primeiro segundo. Basta "O olhar" e já está...parte-se o coração do pobre coitado sem mais nem menos.





Que se manifeste a mulher que nunca deu "O olhar" e o homem que nunca o recebeu!

quinta-feira, 3 de março de 2011

as aparências iludem...e as palavras também!

(ela diz) Querido, o que achaste da minha amiga?

(ele pensa) É tão boa...xi, que rabo!

(ele diz) Qual? Ah, essa. Nada de especial...



(ela diz) A Joana está muito mal desde que o António acabou com ela...Diz que se sente vazia.

(ele pensa) Hoje dá o jogo do Benfica.

(ele diz) Pois...





(ele diz) O meu amigo Zé é o maior!

(ela pensa) O Zé? Aquele bronco ordinário que só sabe falar de mamas?

(ela diz) Sim, ele é...único.



(ele diz) Vou sair com os meus amigos.

(ela pensa) Achas mesmo que te deixo?

(ela diz) Ok, deixa lá, visto aquela lingerie especial noutro dia...



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

amor em saldos

Passeava numa dessas catedrais do consumo, entre pilhas de roupa para vender ao desbarato e mulheres nervosas que vasculham todas as prateleiras à procura de encontrar Chanel na Zara. Not going to happen baby!
Bem, a certa altura oiço um homem comentar com um amigo “ Isto é tanta coisa e tanto desconto, tanto mais por menos que nem dá vontade de comprar!”. E com esta singela afirmação tive um a-ah moment! Não estamos nós, homens e mulheres, também em saldos?

Empilhamo-nos em listas de amigos no Facebook, vivemos relações com duração limitada e descontamos de nós próprios atenção, amor ou até sinceridade. Queremos amores a 50% porque o preço total a pagar mete medo. As conversas têm 40% de desconto em verdade e a duração de um relacionamento está, tantas vezes, em liquidação total ainda antes de começar.

Os saldos são apenas um reflexo consumista do que, muitas vezes, nós fazemos com a nossa própria vida. Queremos descontar dos outros e de nós próprios pois o preço inteiro parece sempre demasiado alto.
Os saldos acabarão não daqui a muito tempo e, no final, será altura de nos perguntarmos – Valerá mesmo a pena?
É que nem todas as pechinchas saem assim tão baratas e há realmente alguns artigos nos quais vale mesmo a pena investir.






p.s – toda esta teoria cai por terra se me referir a Josh Holloway, por exemplo. É que material deste calibre nunca fica em saldos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

os homens e o complexo de Benjamin Button

Os homens são um animal difícil. Por vezes, é complicado conquistá-lo mas toda a ciência está em mantê-lo. Como todas vocês sabem os homens, ao contrário das mulheres, não conseguem pensar em várias coisas ao mesmo tempo. É o jogo de futebol ou as mamas da Pamela Anderson ou a imperial. Nada em simultâneo, uma coisa de cada vez. É aí que nós entramos, nessa luta inglória para conseguir uns minutos de atenção, sem fugas mentais para pensamentos menos próprios. Já não nos bastava ter de lidar com esta grande limitação, ainda temos de dividir a (pouca) concentração deles com os seus carros.

Sim, porque o automóvel é um agente fulcral na vida do macho. É através deste objecto que o indivíduo se afirma na sua comunidade, que constrói a sua personalidade e identidade. É o carro que diferencia o João e o Manel, nem que seja pela cor dos estofos.

O velocímetro é, muitas vezes, visto como um medidor de masculinidade. Isso é que é vê-los a picarem-se nos semáforos, a acelerarem com o veículo completamente imóvel ou, a travarem bruscamente quase em cima do carro do adversário. Nunca percebi estes joguinhos mas é através deles que se comprova aquela teoria centenária de que os homens nunca crescem. Ou se crescem, dentro do automóvel recuam misteriosamente no tempo, feitos Benjamin Button. Falam sozinhos ou com o seu veículo e mexem em todos os botões, qual criança extasiada com o seu brinquedo preferido. Tirar o carro a um homem é roubar-lhe a alma.

Desprestigiar o automóvel de um indivíduo é praticamente a mesma coisa que insultar a sua mãe, talvez pior. Mesmo que esteja velho e desgastado o carro é um santuário, que se deve respeitar e honrar, até que a morte os separe. Entre marido e mulher não se mete a colher e acreditem, caras companheiras, não se metam entre o vosso homem e o respectivo carro.

E pronto, temos de aceitar. Eles parecem adultos cá fora mas mal entram no carro viajam no tempo até à infância. Há dias perguntei a um homem porque se picava com o carro do lado. A resposta foi esclarecedora "Pa, é uma coisa de gajo". Resignei-me.

Só tenho pena que eles não sejam todos verdadeiros Buttons, leia-se, Brad Pitts.