quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Em que é que estás a pensar?


Ela - Em que é que estás a pensar?

Ele - Em nada.

Ela - Como em nada? Ninguém pensa em nada. Podes contar-me, a sério.


Típico. Tão típico. Perante isto tenho dois conselhos:

Meninas, não perguntem em que é que ele está a pensar. Mas se perguntarem lembrem-se que "pensar em nada" é possível. E mesmo que ele esteja a pensar em algo, escusam de perguntar e passar por namoradas chatas. Controlem-se, esbofeteiem-se mentalmente mas não façam esta pergunta, por favor.

Meninos, quando vos perguntarem em que é que estão a pensar e a resposta for realmente "nada", mintam. Digam que estão a pensar no trabalho, num jogo de futebol ou até no rabo da Irina. Ela vai preferir qualquer resposta ao "nada". É que irrita, a sério.

domingo, 9 de outubro de 2011

Casados, casados, Casas à Parte

Na semana passada li um artigo sobre uma tendência que começa agora a ganhar relevo na sociedade portuguesa – o LAT, ou seja, Living Apart Together. 

Parece que os casais, quer tenham contraído o belo do matrimónio ou sejam apenas namorados, preferem morar em casas separadas. Amam-se, adoram-se, mas cada um tem o seu apartamento.

Tenho a dizer que concordo! Há dias em que o membro feminino do casal vai querer vestir um pijama XXL de ursinhos, fazer uma máscara facial verde com as tradicionais rodelas de pepino nos olhos, comer chocolates e ver filmes lamechas. E também há alturas em que o macho quer beber minis enquanto vê jogos de futebol com os broncos dos amigos…e algumas madrugadas em quererá ver porno.
 
Sim, sei que devemos aceitar o outro com todas as suas qualidades e defeitos. Sim, que o amor é cego (NOT). Sim, que ser casal é isso mesmo. A verdade é que acho que esta história de viver junto mas separado é uma grande ideia.

Obviamente, na maior parte das noites, ela vai dormir a casa dele ou ele a casa dela. A diferença é que quando cada um dos membros do casal precisar de fazer alguma coisa ridícula ou extremamente irritante não tem de ter o outro a assistir. E parece que há menos riscos de que a vida sexual se torne monótona. O que é uma grande vantagem, diga-se.

As possíveis separações também são mais fáceis. Assim acabam os dramas do “sais tu/saio eu”e até mesmo o “esquece, o bonsai é meu!”. Caso a coisa corra mal cada um tem o seu cantinho, a sua independência. 
O grande senão desta nova forma de vida é o facto de cada um dos apaixonados ter de pagar a sua renda ou prestação da casa e em tempos de crise isto conta, ou melhor, desconta e muito. 

Conclusão pessoal: Podem dizer que o LAT gera relações pouco profundas e comodistas. A minha opinião? O LAT ajuda a manter relações profundas e a torná-las mais divertidas. Acho que se mais casais adoptassem este sistema haveria menos divórcios. E melhor sexo.


E vocês, o que acham do LAT?





p.s – Se o LAT fosse tendência há mais tempo o grande hit Comunhão de Bens da querida Ágata poderia nunca teria existido. Isto também seria uma grande vantagem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Para as minhas amigas...

Ora portanto, acabou de ser encontrado um homem nu aqui no WC da agência. E não, não era um tarado. Era apenas um modelo contratado por alguém para vir entregar um ramo de flores a uma sra que trabalha aqui na empresa ao lado.

E lá foi o modelo, que insiste que não é stripper, entregar o tal presente de tronco nu e laço.




Portanto, caras amigas, é só para avisar que vocês estão a falhar!!



p.s – pode ser um raminho de hibiscos ou túlipas enfeitado com um 6-pack, por favor.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Os amantes estão out?

Um estudo britânico concluiu que o fim do amor é a principal razão para o divórcio no Reino Unido. Antigamente, a maior parte dos casamentos acabava devido a relações extraconjugais.

Pois a mim parece-me que nada se alterou. Não é a traição uma prova mais do que óbvia de que o amor acabou?

Conclusão: os casamentos sempre acabaram por falta de amor, a diferença é que agora os amantes estão menos na moda lá para as Inglaterras. Porque por cá, sim que há divórcios, sim que há muita falta de amor-próprio e de amor conjugal, mas coisa que não falta são amantes. Digo eu, sei lá. 





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Adónis e o amor abdominal

Continuando no tema do abdominal, hoje vou contar-vos história de amor. NOT! É apenas o relato doloroso de uma pequena aventura passada no final da minha adolescência (sim, esta é a desculpa para ter deixado isso acontecer). Recuemos ao meu primeiro ano de faculdade...


Certa noite, numa festividade académica na qual um grupo bastante considerável de jovens enche uma discoteca para beber e suar em comunidade, vi um Adónis surgir no meio da multidão. Loiro, alto, musculado, bronzeado.

Era este o meu Ken, estava certa. Conhecemo-nos e logo no primeiro encontro levou-me a comprar revistas. Na altura pensei que fosse, sei lá, um encontro intelectual moderno. Nada de bibliotecas mal iluminadas, agora a moda era que o cavalheiro levasse a dama a uma tabacaria, num Punto.

Estava tudo bem, ele era giro, não falava muito e fazia surf, características agradáveis e causadoras de grandes invejas entre as minhas amigas.

Continuámos a “andar” até que um dia, a meio de um filme, Adónis (vou chamar-lhe assim) se levantou e foi até ao meu frigorífico. Esperava que me trouxesse uma garrafa de champagne que lá havia misteriosamente escondido, uma taça com morangos fora da época, quiçá chocolates em forma de coração. De repente, vejo à minha frente um homem de 1 metro e 90 a comer alegremente uma cenoura com casca.

Mas não, não sucumbi às evidências. “É um homem saudável, que cuida de si”, pensei ingenuamente.

Deixei esta relação “marinar” muito tempo. Ele era demasiado giro para se desperdiçar, além disso adorava passear o Adónis e ver os olhares femininos de inveja, confesso. Ele não falava muito. E quando falava dava por mim a suplicar mentalmente que se calasse. Mas acreditem, os abdominais compensavam. Aliás, todo ele, excepto a parte cerebral da coisa.

Fomos ganhando aquela confiança de velhos amigos. Era vê-lo arrotar à minha frente e a fazer xixi de porta aberta, sempre. Meditei sobre o assunto e cheguei à conclusão de que isto deveria ser uma relação madura, pautada pela intimidade e companheirismo. O tempo foi passando e Adónis não tardou a falar o seu dialecto comigo. Palavras como “granda”, “mambos”, “réblio” começaram a tornar-se o seu vocabulário comum. O que querem dizer? Tentem perguntar-lhe, eu tentei mas as explicações foram igualmente incompreensíveis.

Um dia afastámo-nos, sem sofrimento. Apesar dos seus insistentes pedidos, nunca namorámos oficialmente. Cheguei à conclusão que isso dava demasiado trabalho e que se o levasse a um jantar de amigos tinha de dizer que estava afónico, para não me envergonhar.

Contudo, este homem sabia alimentar a auto-estima de uma jovem mulher. Os elogios eram sempre muitos e vocês sabem que queremos sempre ouvir estas coisas, nem que venham de um ser com um QI de uma barata. Tudo corria bem até que, regressada de Nova Iorque, Adónis olha para mim curioso e pergunta:


- Então, foste ao Cristo Rei lá em Nova Iorque?

 

Não é preciso dizer mais, pois não? 





 Descubram as diferenças...



p.s - "Cristo Rei" no dialecto de Adónis significa "Estátua da Liberdade". Citando o autor da coisa "Sei lá, tipo aquela estátua grande que há lá em NY".